Os perigos do compartilhamento de fotos de crianças nas redes sociais

Enviada em 05/06/2026

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é dever da sociedade garantir a proteção da integridade e da segurança dos jovens. No entanto, a exposição excessiva de menores de idade nas redes sociais, por meio da divulgação de suas imagens — principalmente pela limitada capacidade dos menores de identificar os possíveis efeitos negativos em suas vidas — apresenta um claro perigo a esses direitos. Portanto, o risco está no fato de que o fácil acesso a fotos em redes sociais favorece práticas criminosas, além do uso indevido de ferramentas criadoras de imagens e vídeos com inteligência artificial (IA), que podem agravar exponencialmente a situação.

Em primeiro lugar, a divulgação excessiva de imagens de crianças na internet facilita a atuação de criminosos. Isso ocorre porque fotografias e informações pessoais podem ser utilizadas para monitorar hábitos, identificar locais frequentados e expor menores a situações de risco. Dessa forma, a superexposição digital compromete a segurança infantil e contraria os princípios de proteção previstos no ECA.

Além disso, o avanço da inteligência artificial intensifica essa problemática. Atualmente, ferramentas digitais são capazes de manipular imagens e criar conteúdos falsos com alto grau de realismo. Como consequência, fotos de menores podem ser utilizadas de maneira indevida, ampliando os riscos de violação de sua privacidade e de seus direitos.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação promover campanhas de conscientização sobre os riscos da exposição infantil nas redes sociais, por meio de palestras e materiais informativos destinados aos responsáveis. Ademais, o Poder Legislativo deve fortalecer as leis relacionadas ao uso indevido de imagens produzidas ou alteradas por inteligência artificial, a fim de garantir maior proteção às crianças e aos adolescentes.