Os perigos do compartilhamento de fotos de crianças nas redes sociais
Enviada em 06/06/2026
No Brasil, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é a lei responsável por garantir aos jovens seus direitos básicos, além de garantir proteção contra qualquer forma de negligência, exploração e violência. Entretanto, a crescente exposição de menores nas redes sociais evidencia que essa legislação nem sempre é aplicada de forma eficaz. Nesse contexto, destacam-se a cultura dos influenciadores digitais e o uso precoce das redes sociais como fatores que agravam essa problemática.
Nesse sentido, é imperioso ressaltar a cultura dos influenciadores digitais como um dos principais agentes dessa realidade. Como exemplo, pode-se citar a influenciadora Virginia Fonseca, que diariamente compartilha nas redes sociais momentos da rotina de seus filhos. Essa prática contribui para a normalização da exposição infantil na internet, levando muitos responsáveis a reproduzirem esse comportamento sem considerar os perigos à segurança das crianças, como a incidência de comentários mal-intencionados, a perda de privacidade e até mesmo o risco a sua integridade física e mental.
Ainda nesse viés, segundo Zygmunt Bauman, a modernidade líquida é caracterizada pela velocidade das mudanças sociais, o que dificulta a adaptação dos indivíduos às novas realidades tecnológicas. Sob essa ótica, o acesso cada vez mais precoce de crianças a celulares e redes sociais, sem o devido gerenciamento dos pais e uma fiscalização digital que acompanhe a popularização da internet, ocasiona sua exposição excessiva aos riscos do ambiente virtual, como opniões maldosas e perseguição. Consequentemente, podem surgir problemas como ansiedade, baixa autoestima e insegurança emocional, comprometendo o desenvolvimento saudável desses indivíduos.
Em suma, o Governo Federal, juntamente ao Ministério da Família e dos Direitos Humanos, deve promover campanhas e fortalecer leis voltadas à proteção infantil no ambiente digital, a fim de conscientizar a população sobre os riscos da exposição de crianças nas redes sociais. Só assim, os responsáveis serão orientados quanto à importância da supervisão digital, e os direitos assegurados aos jovens pela legislação serão plenamente efetivados.