Os perigos do compartilhamento de fotos de crianças nas redes sociais
Enviada em 16/06/2026
Hoje em dia, é muito comum ver pais postando fotos e vídeos dos filhos pequenos nas redes sociais a todo momento. Essa prática ganhou o nome de sharenting, que significa essa exposição constante da rotina das crianças na internet. O problema é que essa atitude virou um assunto sério no Brasil. Isso acontece por causa da falta de noção dos pais sobre a privacidade dos filhos e também porque a fiscalização na internet ainda é muito fraca.Em primeiro lugar, é preciso entender que expor demais os menores na internet gera riscos reais. A Constituição Federal diz que toda criança tem o direito de ser protegida e ter sua privacidade respeitada. Só que, quando os responsáveis postam tudo sobre a vida dos filhos sem o consentimento deles, deixam um histórico digital que fica salvo para sempre. Isso expõe os pequenos a perigos graves, como o uso dessas imagens por pessoas mal-intencionadas e golpes de identidade, mostrando que o desejo por curtidas muitas vezes fica acima da segurança.Além disso, a falta de leis firmes e de fiscalização só piora essa situação. O Brasil até tenta criar regras para o ambiente virtual, mas as redes sociais mudam muito rápido e o governo não consegue acompanhar esse ritmo. As próprias empresas digitais, como o Instagram e o TikTok, lucram com o engajamento dessas fotos de crianças e quase não fazem nada para avisar os pais sobre os perigos. Enquanto não houver punições de verdade e barreiras nas redes, a infância vai continuar desprotegida no ambiente virtual.Portanto, o governo precisa tomar atitudes para diminuir a superexposição infantil na internet. O Ministério dos Direitos Humanos deve criar campanhas de conscientização na TV e nas redes sociais para alertar os pais sobre os riscos do sharenting. Além disso, as escolas podem fazer palestras nas reuniões de pais para debater o assunto. Por fim, as plataformas digitais devem criar alertas automáticos que avisem os usuários quando houver postagens excessivas de menores. Assim, as crianças brasileiras terão um crescimento mais seguro.