Os problemas causados por relacionamentos abusivos
Enviada em 25/08/2025
Em 2012, o caso de Elize Matsunaga repercutiu devido ao seu grau de brutalidade, entretanto, as investigações revelaram que o marido, considerado vítima, era agressivo e abusivo com a companheira, chegando a ameaçá-la de morte. Ainda que, nesse episódio, a vítima fatal tenha sido o homem, dados do portal G1 indicam que, em 95% dos casos, as mulheres são as principais vítimas de relacionamentos abusivos. Diante desse cenário, evidencia-se que tais relações acarretam problemas principalmente nas mulheres, entre os quais se destacam o feminicídio e os impactos psicológicos nos que sobrevivem a esses vínculos.
Em princípio, o feminicídio é considerado a mais grave consequência dos relacionamentos abusivos. Apesar da existência de legislações voltadas à proteção da mulher, como a Lei Maria da Penha (2006) e a Lei do Feminicídio (2015), a efetividade dessas normas ainda é limitada, visto que muitos agressores continuam a cometer tais crimes. Nesse sentido, a própria Maria da Penha, cujo nome batiza a lei, foi vítima de violência física e psicológica e uma tentativa de homicídio, sendo que seu agressor só foi preso após longo período de impunidade.
Ademais, relacionamentos abusivos geram problemas psicológicos não apenas para o casal, mas também para todos ao redor, especialmente os filhos. A exemplo do caso de Elize Matsunaga, após o crime, sua filha, ainda criança, necessitou de tratamento psicológico e continua em acompanhamento devido às constantes brigas presenciadas entre os pais. Esse é apenas um exemplo, mas situações semelhantes ocorrem com diversas mulheres, como Maria da Penha, que, além de enfrentar anos de violência e precisar de apoio psicológico, conviveu com sequelas físicas permanentes decorrentes do relacionamento abusivo.
Sob esse viés, cabe ao governo federal, em parceria com as prefeituras, criar casas de acolhimento destinadas a pessoas sobreviventes, com oferta de apoio psicológico e medidas de segurança que evitem perseguições. Além disso, o Ministério da Educação deve fornecer cartilhas educativas que apresentem sinais de abuso e instruções de prevenção, para que crianças e adolescentes possam identificar situações de risco em seu ambiente familiar e buscar ajuda. Dessa forma, será possível reduzir os casos de feminicídio e ampliar denúncias.