Os problemas causados por relacionamentos abusivos

Enviada em 01/09/2025

Até 1962, as mulheres eram vistas como propriedade de seus maridos. Apesar de nos dias atuais a mulher ter o direito de não pertencer a um homem, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), uma em cada quatro mulheres no mundo sofre violência de seus parceiros por volta dos 20 anos de idade. No entanto, essa agressão pode ser verbal, sexual, moral, física e psicológica, o que faz com que muitas dessas violências permaneçam invisíveis às pessoas e até mesmo à vítima, que, manipulada, tem sua saúde mental afetada e sua autonomia anulada, dificultando a ruptura desse ciclo.

Em primeiro plano, vale destacar que a violência raramente começa por agressões físicas, mas sim por manipulações e falas que, em um primeiro momento, aparentam ser normais, e que aprisionam a vítima em um ciclo de autodúvida e dependência. Portanto, isso é exemplificado com Lily Bloom, uma personagem do livro “É Assim que Acaba” escrito por Colleen Hoover. Em sua relação com Ryle, atitudes controladoras são romantizadas como ciúme excessivo ou proteção, mas posteriormente se tornam humilhações, gaslighting, agressões físicas e pscicológicas. Dessa forma, a obra evidencia que a identificação precoce desses sinais é crucial para romper com a relação antes que a escalada violenta se inicie.

Além do aspecto psicológico, é crucial abordar a violência física extrema e a impunidade que permite que isso aconteça. Em agosto de 2025 o ex- jogador “Igor Eduardo Pereira” agrediu brutalmente sua namorada com mais de 60 socos, a qual teve o rosto completamente desferido. O agressor já possuía um mandado de prisão em aberto por tentativa de feminicídio contra uma outra ex-companheira. Esse fato evidencia a impunidade e a falha do sistema judicial, que, ao não punir os agressores em um primeiro momento, permite que a violência se repita.

Diante dos expostos, fica evidente que os relacionamentos abusivos são um problema social estrutural. Portanto, o Estado, por meio do Ministério da Educação, deve implementar programas permanentes nas escolas de conscientização sobre relacionamento abusivo. O Poder Judiciário, por sua vez, precisa agilizar processos e punir efetivamente os agressores, para que casos como o do Igor não ocorra. Dessa forma, esse ciclo vicioso será rompido.