Os problemas causados por relacionamentos abusivos
Enviada em 30/12/2025
A Lei Maria da Penha, criada em 2006, é uma legislação brasileira fundamental que define a violência doméstica e familiar contra a mulher como crime. Diante desse fato, mesmo a lei existindo, ainda é perceptível a violência doméstica em relacionamentos abusivos, o que gera danos psicológicos às vítimas e a naturalização da violência nas relações amorosas.
Em primeiro lugar, esse tipo de violência é recorrente e inaceitável, visto que configura-se como crime no Brasil. Porém, ainda é presente nos relacionamentos e as vítimas tendem a sofrer problemas psicológicos, como traumas e medo constante. De modo análogo, no filme “Dormindo com o inimigo”, a protagonista “Laura” é vítima de agressões pelo marido. Assim, cansada da situação, ela foge e refaz a vida em outra cidade, porém o medo e o passado a perturbam. Desse modo, é preciso que ações mais eficazes sejam tomadas para a maior proteção das mulheres.
Ademais, em alguns casos, a violência doméstica é sustentada pela neutralização de comportamentos abusivos na relação. Tal concepção é retratada no livro “Assim que acaba”, onde a protagonista sofre traumas físicos e psicológicos pelo namorado. Na trama, ela recebe muitos pedidos de desculpas após ser violentada pelo rapaz. Diante dessa situação, é perceptível que muitas mulheres permitem esse tipo de abuso, como se fosse algo normal, uma realidade em que muitas não sabem como agir e o que fazer nesses casos.
Contudo, é preciso que ações sejam tomadas para que as mulheres vítimas de agressões não mais sofram com problemas psicológicos e também não aceitem a violência como se fosse normal. Portanto, cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Mulher, ampliar campanhas educativas sobre relacionamentos abusivos, por meio de palestras nas escolas e nas mídias, além de desnaturalizar a violência nas relações e informar as vítimas sobre seus direitos e as formas de denúncia. Além disso, é necessário reforçar a rede de apoio psicológico às mulheres, garantindo o acolhimento, para que elas não aceitem a violência como algo normal.