Os supermercados como palco de horror e racismo

Enviada em 28/04/2023

Na série televisiva “American Horror Story: Cult”, a protagonista vivida por Sarah Paulson sofre danos morais em um mercado. Fora da ficção, é possível perceber este, como um problema que afeta os cidadãos brasileiros. Nesse contexto, é importante a discussão sobre o papel do racismo estrutural no cenário de terror em estabelecimentos comerciais, bem como as denúncias não atendidas.

Primordialmente, vale ressaltar que o Brasil tem um passado escravista, como ilustra a escritora Maria Firmina no livro “Úrsula”, onde conta a história de uma escrava negra. Em consequência disso, há o chamado racismo estrutural, presente por tantos anos na sociedade, que dificulta a visibilidade dos negros, gerando assim, atitudes racistas que podem resultar em morte, como aconteceu com João Alberto no Carrefour em 2020.

Não só o preconceito étnico é praticado pelos cidadãos, mas também pelas grandes empresas de supermercado, como o Atacadão, onde já foi palco de denúncias sobre espancamento e estupro ao longo dos anos. No entanto, existe um grande número de processos judiciais por danos morais, insalubridade e práticas abusivas, em sua maioria estagnados. Tal quadro traz medo e insegurança aos clientes, que por sua vez, não são atendidos.

Portanto, cabe ao Ministério dos Direitos Humanos, garantir a segurança por meio de mudanças no treinamento para que haja um tratamento mais humanizado é que deixe de reproduzir preconceitos históricos. Essa ação tem como efeito a diminuição das abordagens violentas e mortes dentro de supermercados. Além da realização de multirões para o julgamento de processos estagnados, a fim de minimizar a sensação de que o judiciário não é efetivo. A partir disso, situações de horror como na série, poderá ser evitada.