Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 01/05/2023
O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema positvista “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional, mas também para a nação que, no contexto atual, enfrenta signifacativos estorvos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, os episódios desumanos ocorridos em supermercados, reprensenta uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Esse lastimável panorama é calcado na inoperância estatal e tem como consequência o preconceito e o racismo praticado em pessoas de bem.
De início, há de se constatar a débil ação do Poder Público enquanto mantenedora da problemática. Acerca disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende a incombência do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. As autoridades, contudo, vão de encontro com as ideias de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte em ralação ao racismo. Esse cenário decorre do fato que, assim como pontuou o economista norte-americano Murray Rothbard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar um retorno imediato de capital político, negligen-cia a conservação de direitos sociais indispensáveis, como o direto à vida e à igualdade. Logo, é notório que a omissão do Estado perpetua o pronceito no Brasil.
Por conseguinte da desordem, engendra-se o preconceito racial, que muitas vezes é praticado pelas próprias autoridades, a qual deveriam dar exemplo. Posto isso, de acordo com a biografia de Luís Gonzaga Gama, ele foi vendido como escravo, e ao conseguir fugir tentou ingressar em uma faculdade de Direito, mas não conse- guiu pelo simples fato de ser negro. Diante de tal exposto, percebemos que esses atos são injustos e desumanos. Portanto, é inadmissível que esse cenário perdure.
Depreende-se, portanto que é mister a atuação governamental nessa injúria racial. Assim a fim de conscientizar a população, cabe ao Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Igualdade Racial, pomover campanhas e projetos contra o racismo, tal ação deverá ocorrer através da mídia -instrumento de grande abrangência-. Somente assim, com a conjuntura de tais ações, os brasileiros verão o progresso referido na Bandeira Nacional Brasileira como uma realidade.