Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 11/05/2023
Em “Histórias Cruzadas”, filme que retrata o racismo estrutural na sociedade como algo comum e rotineiro, a comunidade negra é representada como marginalizada e privada de direitos humanos. De maneira análoga, ao analisar a obra cinematográfica sob uma perspectiva voltada para a conjuntura atual do país, é perceptível que os fatos transcorridos estão relacionados aos diversos casos de abuso contra negros, visto que os supermercados, como palco de horror e racismo, ainda são uma problemática iminente no país. Dessa forma, é possível salientar a banalização do racismo na comunidade, além da segregação racial em conjunto com a desigualdade no contexto social.
Sob esse viés, a banalização do racismo na comunidade consiste no ato de normalizar o preconceito e romantizar crimes de ódio, sendo a internet o principal vetor de disseminação desse infortúnio, por meio de piadas e brincadeiras de cunho negativo, resultando na desmoralização não só da identidade negra, como também da conduta histórica que esse povo carrega. Logo, conforme a Lei 7.716 da Constituição Federal, serão punidos os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor. No entanto, a eficácia da lei não é comprovada, pois os casos acerca de racismo envolvendo agressões físicas, verbais e cibernéticas estão cada vez mais recorrentes no cenário atual. Nesse contexto, a negligência governamental perante a situação é um fator agravante que fomenta o desequilíbrio da harmonia populacional.
Ademais, a segregação racial em conjunto com a desigualdade em âmbito social pode ser exemplificada no dia a dia por uma série de fatores, como os constantes ataques direcionados à população negra, sejam eles presenciais ou de maneira remota, podendo levar até à morte dos indivíduos em questão. Desse modo, cabe citar a rede de supermercados Carrefour, que possui em seu histórico inúmeros crimes contra afrodescendentes, que vão desde espancamentos até mortes devido a ferimentos graves, os delitos, em sua maioria, cometidos por funcionários do próprio local. Nesse sentido, é necessário que providências sejam tomadas em prol da segurança e qualidade de vida da população negra, que sofrem diariamente com assédios e a violação de direitos básicos.