Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 09/05/2023
O uso de pessoas negras do continente africano como mão de obra no período colonial brasileiro era justificado pelos colonizadores por conta de um julgamento desse povo, que devido os seus costumes diferentes dos europeus, eram tidos como pessoas inferiores. Nesse contexto, observa-se que esse processo tem influências nos casos de supermercados como palcos de horror e racismo, considerando a ineficácia da ação escolar somada à negligência estatal como agravantes desses. Sendo assim, urge a necessidade de soluções inovadoras que venham mitigar a problemática em questão.
Sob essa análise, é fulcral mencionar que o racismo no país surge como um legado histórico do preconceito contra negros africanos que ainda perdura na mente da sociedade brasileira atual. Tendo isso em vista, examina-se uma quebra da teoria de Durkeim de que as instituições de ensino possuem a função de inserir o indivíduo socialmente criando uma consciência social. Desse modo, é importante uma reorganização estrutural dessa instituição pois a negativa de sua função tem gerado dentro de espaços como supermercados, quadros de mortes e preconceito.
Segundamente, cabe ressaltar que o Governo falha em não fiscalizar e punir empresas que mantiverem funcionários com atos racistas em seus quadro de empregados. Com isso, infere-se que a ideia apontada por Thomas Hobbes de que o Estado é responsável por garantir o bem-estar social de forma universal para todos, não se aplica à realidade brasileira, já que essa instituição social se mostra apática em relação aos problemas sociais da sociedade. Logo, vê-se a importância de uma mudança de mentalidade para que esse papel seja feito eficientemente.
Depreende-se, portanto, que recursos são imprescindíveis para atenuar o problema do racismo e preconceito nas redes de supermecados. Para isso, o Ministério da Educação - como regulador das escolas no país - deve promover debates sobre direitos iguais e o respeito ao próximo, por meio da contratação de profissionais da área, para que o seu papel seja feito com maestria. Ademais, o Governo, como mediador da lei, precisa fornecer incentivos fiscais para empresas que fomentarem palestras sobre igualdade racial para os funcionários. Assim garantir-se-á um futuro diferente do passado colonial brasileiro.