Os supermercados como palco de horror e racismo

Enviada em 14/05/2023

Atos de racismo cometidos em grandes redes de supermercados brasileiros aumentaram nos últimos anos. Casos de espancamento, constrangimento e até mortes, já ocorreram várias vezes num curto espaço de tempo. E, normalmente, a vítima é pobre e negra.

A discriminação no Brasil é baseado na cor da pele e na vestimenta da pessoa. Ao adentrar em um mercado, o indivíduo perceberá que sofrerá tratamento diferenciado dos funcionários. Em 2020, um homem de 40 anos foi brutalmente assassinado em uma loja do Carrefour. O que impressiona é o excesso de violência cometida pelos seguranças.

Segundo um relatório feito pelas polícias militares do Rio de janeiro e São Paulo, pessoas negras têm 4,5 mais chances de serem abordadas do que brancas. Outro fato que causa espanto: uma dissertação de mestrado, de um Major da própria corporação, confirma a discriminação dentro da polícia. Isso acaba refletindo em seguranças e vigias de todo o país.

Diante dessa realidade, é fundamental que a sociedade e as instituições enfrentem o racismo estrutural presente no Brasil. É necessário promover uma conscientização coletiva sobre a importância da igualdade racial e da valorização da diversidade. Além disso, é preciso investir na formação de profissionais de segurança, promovendo a sensibilização e o combate ao preconceito racial em seus treinamentos.