Os supermercados como palco de horror e racismo

Enviada em 24/05/2023

Em um episódio de “Yellowstone”, Mônica, descendente de indígenas, é abordada por uma funcionária de uma loja por alegação de roubo baseada em noções racistas. Hodiernamente, observa-se semelhanças nos ataques racistas nos supermercados. Nesse viés, fazem-se necessárias discussões acerca das origens desse preconceito no Brasil e da negligência do governo para com esse problema.

Primeiramente, destaca-se o legado racista advindo do período colonial. Nesse prisma, salienta-se o século 16, início do ciclo-da-cana de açúcar, na qual a elite era formada por uma pequena parcela branca europeia, que excomungava a cultura indígena e importava escravos africanos. Esse contexto fomentou a discriminação, em que a escória da sociedade era negada de direitos civis. Fato esse percebido na obra literária “Memórias Póstumas de Brás Cubas” quando Brás Cubas maltratava seu escravo. Dessa forma, retem-se que o racismo está enraizado na sociedade.

Outrossim, de acordo com Jhon Locke, filósofo, a sociedade surge por meio de um acordo, na qual o Estado emerge para garantir o bem estar social de todos os cidadãos. Nesse ínterim, toma-se que o governo atual quebra tal contrato social, ao passo que nada faz para mitigar os horrores enfrentados nos mercados. Roteiro esse perceptível no descaso das ações criminativas que ocorrem no Carrefour desde 2009, como o caso de Januario Santana, que sofre um ato racista ao ser espancado por tentar entrar em seu próprio carro. Destarte, nota-se a ineficiência nas atitudes do governo em manifestar-se contra esses atos repudiosos.

Por fim, em vista dos fatos supracitados, medidas devem ser tomadas para exterminar os horrores enfrentados nos supermercados. Logo, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio de planos fiscais, instituir vigilância nos arredores dos comércios. Essa vigilância, feita independente da segurança particular local, terá como objetivo a fiscalização das ações violentas feitas pelos empregados do estabelecimento, para garantir maior segurança à todos. Assim, poder-se-ia entrar em concordância ao contrato social de Locke.