Os supermercados como palco de horror e racismo

Enviada em 30/06/2023

No Brasil o racismo é ainda realidade do contidiano. Nessa situação, os supermercados tornaram-se palco para esse pensamento depreciativo. Um exemplo disso, é um caso de 2018 no qual um homem negro e deficiente físico foi agredido gravemente no Carrefour de São Bernardo do campo, a justificativa disso foi que o sujeito abriu uma lata de cerveja dentro do estabelecimento. Visto isso, essa motivação foi apenas um “disfarce” para o ato preconceituoso cometido. Dessa forma, o combate as causas desse segregacionismo é importantíssimo sendo a fiscalização ineficiente e a lacuna educacional as duas principais.

Primeiro, salienta-se a verificação como tão importante quanto a legislação, pois uma assegura o cumprimento da outra. Nesse sentido, a maioria dessas situações ocorrem pela carência dessa auditória, porque caso ela se fizesse mais presente e incisiva nos supermercados haveriam duas grandes implicações. A princípio, aumentaria-se o número de registros de crimes, já que esses acontecimentos em regiões mais afastadas seriam fiscalizados e deixariam de ser “invisiveis”. Outra consequência, a qual é causada pela primeira, é a diminuição de incidentes racistas, devido ao aumento da quantidade de punições ocasionando na diminuição do total de agentes dispostos a cometerem esses atos.

Em segundo lugar, é importante ressaltar que a educação précaria no Brasil leva a distorções sociais. Nesse caso, os supermercados como palco de racismo originam-se desse problema, pois o preconceito por essência é a ignorância ou equívoco desses indivíduos. Dessa maneira, é possível estabelecer-se uma relação de proximidade com o pensamento do filósofo grego Aristóteles “A educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces”. Ou seja, o estudo torna as pessoas menos ignorantes e, consequentemente, afasta-as do segregacionismo.

Em suma, dadas as causas é preciso eliminá-las ou abranda-las com certas medidas. Sendo assim, o Governo Federal deve sancionar uma lei para obrigar os supermercados a terem no mínimo um funcionário responsável por fiscalizar atos de discriminação e reportá-los à polícia. Isso se dará, por meio de aprovação do projeto na câmara dos deputados, com a finalidade de impedir o acontecimento de situações como a do Carrefour no Brasil.