Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 15/08/2023
Os supermercados são, de certa forma, hipócritas e criam cenas de terror enquanto divulgam campanhas sobre o racismo, homofobia e além. São cenas de horror e que escancaram a desigualdade racial na vivência da violência policial.
A rede francesa Carrefour é frequentemente palco dos episódios envolvendo principalmente a população negra. Em 2020, na véspera do Dia da Consciência Negra, dois seguranças brancos espancaram até a morte João Alberto Silveira Freitas. João, um homem negro, foi acusado de discutir com uma funcionária e, mesmo sem provas, foi julgado e condenado no tribunal do racismo. Esse fato escancara a desigualdade no tratamento da sociedade quanto aos grupos sociais.
Ainda no Carrefour, em Recife, um homem morto foi escondido atrás de meia dúzia de guarda-chuvas. No chão, enquanto as pessoas horrorizadas passavam, o moribundo continuava lá, sem qualquer intervenção do hipermercado. O descaso com a vida, com a dignidade das pessoas - mesmo que mortas - traz à tona o descaso da sociedade também. O racismo enraizado e a consciência individualista podem ser motivos do ato.
Segundo o contextualizado, observa-se a necessidade de reformas no que tange à problemática. Os mercados devem ser devidamente penalizados e aqueles que cometem esses atos citados tão horrendos, também. A Polícia Federal e o sistema judiciário devem analisar os fatos para os cidadãos sentirem seguranças e tenham o devido amparo dos órgãos de segurança e defesa pública.