Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 02/06/2023
Observa-se que muitas discussões têm ocorridoacerca dos supermercados como palco de racismo no Brasil. Isso acontece devido à banalidade do mal e à falta de responsabilidade social; fatos que culminam em preocupantes mazelas. Desse modo, é imprescindível refletir e intervir em tais problemáticas em prol da plena harmonia social.
Em primeira análise, conforme o conceito de " Banalidade do mal", trazido pela filósofa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Uma prova substancial dessa visão no plano concreto são os dados fornecidos pelo site Brasil de fato, que revelam que o hipermercado Carrefour adota um comportamento racista desde 2009. Nesse viés, o caso mais recente foi em 2020, quando na véspera do dia da Consciência Negra, dois seguranças brancos espancaram, até a morte, um homem negro. Desse modo, percebe-se que a população normalizou esse imbróglio.
“Nas favelas, no senado/ Sujeira para todo lado/ Ninguém respeita a Constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. De maneira análoga ao denunciado na música da Banda Legião Urbana, a falta de responsabilidade social impede a resolução de problemas de racismo em supermercados. Dessa forma, infelizmente os casos de injúria racial continuam aumentando.
Logo, cabe ao Governo Federal, órgão de maior importância no âmbito nacional, em parceria com os Ministérios da Educação, conscientizem a população acerca do racismo estrutural. Essa ação ocorrerá por meio de palestras em Escolas. Isso, então , tem a finalidade de remediar não somente a banalidade do mal, mas também a falta de responsabilidade social.