Os supermercados como palco de horror e racismo

Enviada em 06/06/2023

A formação de um povo brasileiro consiste em três pilares principais, portugueses, indígenas e africanos. Ademais, grande parte dos cidadãos do país são ou descendem de origem negra. Porém, mesmo com essa noção social ainda há vários casos de racismo no Brasil e até mesmo lugares como os supermercados passam a servir como palco para ofensas, ou atos piores, racistas.

Em primeira instância, pode-se citar a tragédia do espancamento e morte de João Alberto Silveira. Um homem negro que após ser interceptado pelos seguranças foi morto por complicações devido a várias pancadas no corpo. Uma notícia brutal, que demonstra como uma sociedade pode manter traços racistas em sua estrutura.

De acordo com a filósofa, Hanna Arendt, a banalização de um ato maléfico por muitas das vezes e inserido e confunido com a cultura de um povo ou população, o que torna alguns atos de injúria racial como normalidade. Consequentemente, um caso como esse é muito circulado, mas nem todo mundo toma a devida importância com ele. Brincar com a cor, chamar algo ruim de “macumba”, ou acobertar acontecimentos como esse mostra como a cultura brasileira ainda possuí uma base de racismo.

Com os fatos supracitados uma ação deve ser tomada. O Ministério da Educação, órgão responsável pela organização do ensino nacional, junto as escolas, devem fomentar os estudos das sociedades e histórias africanas, tendo o objetivo de resaltar a importância desses povos para a formação da nação. Com esse estímulo do estudo e a mente aberta da nova geração, esses acontecimentos e casos de racismo diminuirão no país, o que o tornará mais saudável.