Os supermercados como palco de horror e racismo

Enviada em 04/06/2023

Os cinco séculos de bibliografia acerca da história brasileira é manchada pelo sangue de etnias e povos subservientes aos interesses de: portugueses, outros europeus, grandes oligopólios e mais recentemente as grandes multinacionais. A reprodução de uma ideologia de superioridade branca aos moldes europeus legitima no Inconsciente coletivo a percepção de que a violência é aceitável como trato dispensado a minorias, seja no esporte, educação, saúde, e até na vida cotidiana como no uso de supermercados. Porém, como esse processo decorre?

O Ministro e jurista Sílvio Almeida, popularizou o termo “racismo estrutural” no Brasil. Ao debater a utilização do racismo como elemento estruturante e estrutural para a formação do capitalismo e de suas relações exploratórias, Sílvio mostra que o exercício da cidadania passa por um julgo de que certas minorias “não civilizadas” podem e devem ser exploradas. Como forma de corroborar está tese a obra de Franz Fanon, especialmente “Pele Negra, Máscaras Brancas” mostra como que o processo de colonização busca antes de tudo dominar a percepção de igualdade entre povos, provocando a ideia de superioridade de uns sobre outros.

Ademais, a sensação de ineficácia das instituições e de imutabilidade da situação se baseia em uma visão de que não há nada a ser feito. “There is no alternative”, frase da primeira - ministra Margaret Tacther quando apresentou as políticas neoliberais na Inglaterra, convencendo a classe trabalhadora de que mudanças são inúteis e de que o único caminho seria o da austeridade. Diante desta colocação, seria o racismo estrutual ocidental imutável? Afinal, como dizia o ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels " Uma mentira contada mil vezes se torna verdade", e em qual mentira o povo brasileiro quer acreditar?

Portanto, disputar mentes e corações é essencial como meio de mudança. A propaganda é elemento fundamental para o consciência coletiva, assim o Ministério dos Direitos Humanos e da Propaganda devem em conjunto a Coletivos pautarem o debate público por meio da autuação do Carrefour e a apresentação das contradições sociais dentro dos supermercados como síntese de preconceitos instalados na mentalidade brasileira, afim de mobilizar o imaginário público e combatendo o racismo estrutural nas atividades mais básicas de cidadania.