Os supermercados como palco de horror e racismo

Enviada em 06/06/2023

A Constituição Federal de 1988 assegura a todos os indivíduos o acesso à segurança e a liberdade como direito de todos os cidadãos. No entanto, percebe-se que, na atual realidade brasileira, não há o cumprimento dessa garantia, principalmente no que diz respeito ao Supermercado como palco de horror e racismo, impedindo a generalização dessas concessões sociais tão importantes. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves.

Em primeiro plano, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a discriminação. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Dessa forma, o preconceito é fruto da falta de políticas pós-escravatura para incluir negros na sociedade.

Desse modo, faz-se ‘mister’ a reformulação dessa postura estatal de forma urgente. Ademais, é imperativo ressaltar a injúria racial como promotor do problema. Segundo CNN Brasil (Rede Notícias a Cabo), no ano que se comera 50 anos do Dia da Consciência Negra, dados do Ministério dos Direitos Humanos mostram que apenas em 2021, 1016 casos de injúria racial contra pretos e pardos foram registrados, mas também, no ano de 2020 um homem negro foi espancado até a morte em um supermercado em Porto Alegre, os agressores foram presos em flagrante, apesar disso, a polícia registrou o caso como “constrangimento”, em vez de injúria racial. Portanto, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Por fim, diante dos desafios apresentados, é necessária a ação conjunta do Estado e da sociedade para mitigá-los. Nesse âmbito, cabe ao poder público, na figura do Governo Federal, em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos, por intermédio de campanhas, para combater a desigualdade racial a fim da restrição da intolerância étnico-racial. Dessa maneira, decerto, a afirmação de Thomas Hobbes será vivenciada por todos os cidadãos brasileiros.