Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 12/06/2023
A rede Carrefour é mais um exemplo sintomático da sociedade brasileira. O que ocorre nela é uma situação gerada tanto pela negligência do Estado, que é moroso em punir a rede, como da gerência da rede, que não fornece preparo aos seus funcionários.
Não é necessário muito esforço para ter exemplos do que acontece quando algo cresce sem regras, com uma sensação de impunidade. Fato que foi grande problema aos nobres quando, na Revolução Francesa, os plebeus arrancaram cabeças por acreditarem na sua intocabilidade. Claro que é bem mais complexo que isso, mas o exemplo das consequências da sensação de impunidade perante o poder punitivo do Estado demonstra bem a invalidação dos códigos de condutas do Estado Brasileiro dentro do Carrefour. O fato de o segmento racista, que perdura desde 2009, ter ocorrido sem grandes atitudes judiciais, mantém a ideia de que nada vai acontecer, agravando a situação discorrida.
Para piorar a situação, como se não bastasse a inobservância do Estado, a rede tem funcionários inabilitados para o serviço de atendimento ao público. O caso de injúria racial com um negro de 56 anos que pesquisava preços no hipermercado, demonstra o despreparo dos atendentes.
Portanto, resta observar que a atitude cabível neste caso, seria a intevenção direta e diligente do Estado na rede. Através de edições normativas específicas, o Governo Federal deve cessar o funcionamento da rede, até que tenha certeza que ela está apta a operar de acordo com os códigos jurídicos brasileiros, fazer com que sejam responsabilizados cada qual de acordo com o que foi feito. Assim, a rede poderá funcionar de maneira adequada, criará o efeito da punição exemplar, que causará consequências positivas no País e criará um segmento que o Poder Judiciárioa seguirá em eventuais casos similares.