Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 30/06/2023
No livro “O Cidadão de Papel”, do jornalista brasileiro Gilberto Dimenstein, a denúncia de diversos mecanismos legais é feita, evidenciando uma cidadania aparente - metáfora utilizada pelo autor. Nesse sentido, pode - se relacionar tal premissa ao que ocorre no Brasil, por exemplo, o fato de ainda existirem desafios no combate ao racismo nos diversos supermercados do país, o que inviabiliza a plenitude dos direitos cidadãos. Isso é causado pela inobservância estatal e desigualdade informacional, fatos que perpetuam o problema.
Em primeiro lugar, de acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os direitos básicos - dignidade, saúde, educação… - são assegurados a toda a população. Entretanto, isso não ocorre na prática, haja vista que a integração social dos negros nos ambientes de consumo está comprometida. Essa constatação pode ser feita na medida em que há o nítido descaso governamental perante essa problemática, pois políticas públicas que visem impedir os atos racistas nos mercados não são efetivadas - seja por meio de informações sobre os direitos legais independentemente de cor ou raça, seja por meio de punições eficazes contra os funcionários que cometem discriminação e difamação. Desse modo, muitos indivíduos sofrem com o preconceito racial e têm o direito à dignidade negligenciado.