Os supermercados como palco de horror e racismo

Enviada em 06/07/2023

Lutas e limitações marcaram a história do Brasil. Da colonização à miscigenação, da exploração aos costumes impostos, o país apresenta percalços de um povo construído em uma base histórica distorcida. Hoje, a nação avança rumo a ordem e progresso, todavia, é necessário superar mazelas, como o racismo presente nos supermercados brasileiros, fomentado pela inobservância estatal e falta de conscientização social, para que a plena exerção da cidadania seja efetivada.

Em primeiro lugar, cabe destacar que, de acordo com o filósofo platão, a política é a esfera para a realização do bem comum. Contudo, essa afirmativa não é considerada pelos estadistas, tendo em vista que políticas públicas com objetivo de assegurar a dignidade dos cidadãos negros em espaços públicos - seja por meio de punições eficazes contra quem comete atos discrimantórios, seja por meio de instrução adequada sobre as leis - não são realizadas. Essa constatação pode ser feita, na medida em que não existem departamentos responsáveis pelo treinamento e pela supervisão dos funcionários dos ambientes de consumo, levando - os a agirem á sua própria maneira e não de forma legalmente correta.

Além disso, a baixa mobilização social é uma percusora do problema. Segundo a assertiva de Jean-Paul Satre - filósofo exiatencialista - a violência, independentemente da maneira como se manifesta, é sempre uma derrota. Dessa forma, a violência racial - verbal ou física - pode ser considerada como uma derrota da sociedade brasileira em confrontar o preconceito nos estabelecimentos, por causa da normalização deste comportamento e do pouco senso coletivo de busca pela asseguração do direito a todos. Logo, os afrodescendentes não têm a voz da própria nação para ajudá-los e continuam vítimas de situações repugnantes.

Portanto, para amenizar o impasse citado, o Governo deve criar campanhas socioeducativas no meio físico e virtual. Isso deve ser feito por meio de propagandas educativas divulgadas em cartazes e panfletos nas entradas dos mercados e redes sociais, como: Instagram e Facebook. Essa medida terá a finalidade de instruir a necessidade do combate ao racismo nos espaços de consumo, findando com a indiferença estatal e imobilização social. Somente assim, a nação brasileira alcançará a ordem e o progresso.