Os supermercados como palco de horror e racismo

Enviada em 11/07/2023

No livro “Olhos d`água” de Conceição Evaristo, autora negra, que aborda diversas temáticas sociais com foco no racismo estrutural em diferentes cenários da vida dos personagens. Observa-se então, que mesmo no secúlo XXI, a discriminação ainda é uma realidade presente na sociedade, isso acontece devido ao descaso governamental e a banalização do tema. Esses exemplos são facilitadores para promoção do racismo em alguns ambientes, como em supermercados, fatos que culminam em preocupantes mazelas.

É válido destacar que, a negligência governamental representa um grande dasafio para mudança de atitude social. Nesse contexto, conforme Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel”, o Brasil é marcado pela não aplicação prática dos mecanismos legais, como a Constituição de 1988, e pela cidadania apenas no cam-po teórico. Dito isso, pode-se afirmar que empresas não são responsabilizadas por atos racistas cometidos dentro dos seus ambientes, e isso vai ao encontro do ce-nário postulado pelo jornalista. Essa situação ocorre de tal forma que o Governo não fiscaliza se os estabelecimentos possuem políticas de prevenção e mitigação de atos descriminatórios, consequentemente, indivíduos sofrem violências físicas e verbais e permanecem injustiçados.

Além disso, de acordo com o conceito de “Banalidade do mal”, da filosófa Hannah Arendt, quando uma atitude hostil ocorre constantemente, a sociedade passa a vê-la como banal. Desse modo, isso evidencia a normalização de injúrias raciais come- tidas em grandes empresas. Assim, percebe-se que a população trivializou o este- riótipo do negro ligado a marginalização. Como consequência, esses sujeitos lidam com diferenças de tratamento, principalmente, por parte de seguranças dos locais.

Portanto, cabe ao governo destinar parte do PIB para áreas que lidam com a desi- gualdade social. Essa ação irá ocorrer por meio tanto de verbas utilizadas para di-vulgação de campanhas informativas e lúdicas sobre os prejuízos do racismo es-trutural, quanto para aumentar a fiscalização de como empresas lidam com o pre-conceito anteriomente e posteriomente da ocorrência. Isso então, tem a finalidade de remediar que empresas se tornem palco para propagação de violência racial, ao ponto que permitirá o direito constitucional na prática.