Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 19/07/2023
Segundo Guy Deboard, filósofo francês pós moderno, os desdobramentos mi-diáticos durante o processo de desenvolvimento capitalista, consolidou o fenôme-no de espetacularização da sociedade. De maneira análoga, no livro ‘‘Sociedade do Espetáculo’’ o autor aponta que o efeito do acontecimento, mencionado, anterior-mente, está presente em todos os setores da sociedade, como por exemplo: na im-posição violênta de autoridades. Ao lado que observa-se, atualmente, os supermer-cados como palco de horror e racismo, reflexo não só do racismo estrutural, mas também da inércia governamental. Logo, urgem as necessidades de algumas im-plementações de gestões administrativas para sanar a problemática.
Primeiramente, o combate ao racismo parte de um redirecionamento ideológi-co e político que abale a própria estrutura a qual identifica sujeitos e forma subjeti-vidades. Como aponta Silvio de Almeida, importante ativista na luta antirracista, o racismo se manifesta de forma estrutural na sociedade. Dessa forma, os estabele-cimentos de supermercados, muitas vezes, não assume uma postura antirracista e política que atribua repúdio e conscientize os funcionários dos estigmas associados à discriminação racial.
Além disso, a governabilidade precisa transgredir as práticas de segregação so-cial. Por conseguinte, grupos minoritários sofrem da persistente inercia governa-mental. Como aborda Achille Mbamber, para o autor a necropolítica, consiste no distanciamento de políticas públicas que visem a ascensão de determinados gru-pos e classes, assim, esses indivíduos afetados não poderão se adaptar e sobrevi-ver na sociedade. Paralelamente, no Brasil, a falta de políticas que proporcione não só a inserção social, mas também de caráter punitivo ao racismo, mostra infeliz-mente a permanência da necropolítica nos meios institucionais.
È imperioso, portanto, que medidas para a resolução é de imenso valor. Assim, o Governo Federal, orgão que detém o poder legítmo, juntamente com a Polícia Federal, deve investigar os casos de práticas de descriminação nos supermercados do Brasil, por intermédio do investimento público, a fim de que os cidadãos Bra-sileiros possam usurfruir plenamente de seus direitos. Então, finalmente a espeta-cularização da sociedade não dará margem para palcos racistas.