Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 22/07/2023
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário quanto à questão dos desafios acerca da violência racial no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da insuficiência legislativa e o individualismo.
Em primeiro plano, é coerente apontar que a insuficiência legislativa impacta a questão. Sob essa ótica, Gilberto Dimenstein explica que no país as leis são inefetivas, o que gera uma falsa sensação de cidadania. Nesse viés de raciocínio, a violência racial, cabe perfeitamente a idéia de Dimenstein, visto que, há normas em vigor, mas não são suficientes para minimizar esse quadro violento.
Além disso, vale ressaltar que o individualismo é outro entrave a se superar. Na obra “Modernidade Líquida”, Zugmunt Bauman defende que a pós modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em razão disso, há como consequência a falta de empatia, pois para se colocar no lugar do outro, é preciso deixar de olhar para si. Essa liquidez que influi sobre a questão da violência racial funciona como um forte empecilho para sua resolução.
Torne-se evidente, portanto, a necessidade de superar os desafios acerca da violência racial no Brasil. Para isso, o Ministério da Justiça - no exercício de seu papel social - deve reformular as leis que se referem crimes de cunho racista, por meio de assembleias no legislativo, a fim de que tais normas se tornem mais rígidas e punitivas. Talvez assim, a verdadeira cidadania seja instaurada na sociedade brasileira contemporânea.