Os supermercados como palco de horror e racismo

Enviada em 27/09/2023

Em 1988 é promulgada a nova Constiuição Federal do Brasil, afirmando que todos os cidadãos devem gozar dos mesmo direitos, sem nenhuma destinção. Entretanto, situações como a de Luís Carlos, um homem negro que foi espancado em uma unidade do Carrefour em 2018, mostram que os casos referentes a transformação de supermercados em palco de racismo, impedem que isso seja uma verdade. Tal óbice é devido tanto ao desleixo social quanto a população negra no país, quanto à alta impunidade que os infratores recebem.

Nessa linha de raciocínio, pensando na colonização da nação tupiniquim, entende-se que, por ser considerada uma colônia de exploração, era abundante a mão de obra escrava. Nesse caso, a utilizada era a Africana, que mais tarde, viria a dar origem a mais da metade da população. Fato é que desde o tempo do Brasil colônia a animalização da população negra é normalizada. Em conseguinte, perduram até o séc. XXI ideologias como a invisibilidade do sofrimento negro, visando a censura de atrocidades.

Em parelelo, acontecimentos como o citado, revelam uma falha proveniente do sistema capitalista: a facilidade de burlar os direitos humanos em prol da integridade de uma empresa. A rede Carrefour, assim como semelhantes, nada faz sobre os casos de racismo em seus estabelecimentos. Da mesma forma faz o governo, ao desconsiderar a ligação explícita das empresas com ideologias opressoras. Prova disso é o não fechamento de nenhuma unidade da marca mesmo após todos os registros, além de um crescimento em seu faturamento. De 2021 para 2022, por exemplo, seu lucro bruto teve um crescimento de 20%, segundo a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo.

Dito isso, a fim de intervir na atual condição brasileira, as grandes mídias organizarão programas sobre a história da população preta no país, junto a isso, as escolas acrescentarão a trajetória destes como matéria em sua grade curricular, procurando conscientizar o povo da nação verde-amarela sobre a importância de combater o racismo e injúria racial. Além disso, o supremo tribunal nacional criará punições específicas para redes empresariais que apresentarem mais de um caso de funcionários preconceituosos. De forma a verdadeiramente fazer valer a justiça.