Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 10/10/2023
Lutas e limitações marcam a história do Brasil. Da colonização à miscigenação, da exploração aos costumes impostos, o país registra percalços de um povo que se construiu em uma base histórica distorcida. Hoje, a antiga terra Tupiniquim avança rumo ao progresso, todavia, é preciso superar mazelas, como o racismo e horror presente em ambientes como supermercados, formentado pelo descaso gorverna-mental e pela falta de denúncias e de responsabilidades sociais.
Em um primeiro momento, de acordo com a Constituição Cidadã de 1988, todos os direitos básicos - como equidade e justiça - são assegurados a toda população. Entretanto, isso não ocorre na prática, haja vista o fato de estar presente, de ma-neira incidente, o racismo e horror em supermercados. Essa constatação pode ser feita na medida em que há o nítido descaso governamental perante esse problema, pois é verificado a falta da fiscalização e criação de leis, de fato, aplicáveis e funcio-nais. Desse modo, a ineficácia gera situações constrangedoras e desiguais na soci-edade, o que faz com que os direitos supracitados não sejam uma realidade acessada por todos.
Além disso, é válido destacar, também, que a falta de denúncias e de responsa-bilidades sociais representam um grande desafio para a persistência do racismo e horror nesses ambientes comuns. Nesse contexto, conforme Gilberto Dimestein, em seu livro “Cidadão de Papel”, o comportamento manifestado por uma socie-dade é consequência das trajetórias socioeducacionais durante a vida dos indiví-duos. Dito isso, pode-se afirmar que a omissão à denunciar situações presentes no dia a dia são motivos para a persistência dessa mazela. Consequentemente, os in-divíduos uma vez formados em um ambiente desfuncional, tendem a desenvolver a falta de empatia e senso crítico sobre o assunto.
Desse modo, o Governo deve instituir um comitê gestor formado por um representante de cada área - Ministério da Educação e Cultura. Essa ação se dará por meio de maior direcionamento de verbas para a formação eficaz de campa-nhas educativas acerca do racismo e o horror em supermercados, visando a rele-
vância sobre o assunto e desenvolvendo senso crítico social. Isso será feito a fim de remediar tanto o descaso governamental, quanto a falta de denúncias sobre tal.