Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 21/10/2023
A Constituição Federal de 1988 afirma que todos os cidadãos brasileiros são iguais perante à lei. Entretanto, é notório que a Carta Magna não é cumprida de maneira eficiente no Brasil, visto que as pessoas negras ainda sofrem tratamento diferente em locais públicos, como nos supermercados. Dessa forma, convém ana- lisar e discutir sobre a negligência governamental e o raciocínio enraizado na sociedade.
Nesse contexto, a princípio, faz-se necessário mencionar que o descaso estatal contribui para as diferentes formas de tratamentos entre as pessoas. Sob essa perspectiva, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, em seu conceito de “Contra-to Social”, é dever do Estado garantir o bem-estar. No entanto, é possível reparar o rompimento desse contrato, por parte das autoridades, no que tange à atenuação dessa mazela social. Desse modo, muitas pessoas demonstram seu preconceito por meio da violência, como os ocorridos dentro dos mercados Carrefour, sendo contra os Direitos Humanos. Sendo assim, é inadmissível que o governo continue sendo omisso ao permitir isso.
Além disso, é válido ressaltar que o racismo estrutural também contribui para a forma de tratar os indivíduos diferente. Nesse viés, na novela “Páginas da vida”, a personagem principal Gabi é uma menina extremamente racista e que verbaliza seu ódio por pessoas pretas. Fora da ficção, no cenário hodierno, infelizmente, muitos cidadãos possuem o mesmo pensamento e atitude da personagem supra-citada, que são herdadas da época da escravidão, achando-se no direito de segre-gá-los e até mesmo espancá-los por conta da cor da pele. Logo, medidas são nece-ssárias para reverter essa situação. Pode-se perceber, portanto, que os mercados ainda são locais em que o racismo ocorre com frequência. Para que isso seja mini-mizado, é necessário que o Poder Legislativo -responsável pela elaboração das leis- crie um projeto de leis mais severas, por meio de uma reunião com os outros pode-res, a fim de que menos pessoas cometam o racismo. Ademais, é preciso que os pais ensinem aos seus filhos de que todos os cidadãos são iguais e merecem ser tratados com respeito independentemente da cor da pele. Quem sabe assim, com essas medidas, a Carta Magna consiga ser cumprida em território nacional.