Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 20/02/2024
A data, 20 de novembro, é considerada o Dia da Consciência Negra, que simboliza a luta da comunidade negra contra o racismo e a discriminação presentes em toda a história do Brasil. Entretanto, mesmo elucidando e representando que todos pos-suem o mesmo direito, as pessoas de cor sofrem com comportamentos racistas em lugares públicos, muitas vezes mantidos por profissionais capacitados que de-veriam amparar as vítimas, mas acabam sendo os próprios infratores.
Diante desse cenário, grandes comércios possuem histórico dos próprios segu-ranças cometerem atos de desprezo, como no caso do Carrefour que é uma rede de supermercado com alta visibilidade e, infelizmente, possui diversos casos de racismo, tal qual o episódio da morte de João Silveira, homem preto, espancado por dois seguranças brancos por ter discutido com uma funcionária. Dito isso, a discriminação é concreta de tal maneira que pode estender a crimes. E esses atos são cometidos pelas pessoas que deveriam ajudar e impedir esses eventos, porém, são eles que possuem mais desconfiança e preconceito.
Ademais, o racismo nem sempre aparece como atos violentos, mas pode ser en-tendido, com palavras ou pequenas atitudes, como no acontecimento de dois adolescentes negros que foram perseguidos pelo funcionário dentro da loja Fast Shop. As vítimas gravaram um vídeo mostrando o lojista, sempre observando e os seguindo. Isto é, por serem garotos negros, o empregado os identificou injus-tamente como bandidos e presumiu que poderiam roubar a loja. Desse modo, ape-nas por terem mais melanina na pele, já é motivo para serem barrados ou discrimi-nados em lugares públicos, o que se torna uma humilhação para essas pessoas.
Isto posto, para solucionar esse impasse, cabe ao Ministério público e a Defenso-ria pública estadual intervir em prol das vítimas do racismo estrutural, fornecendo assistência jurídica para buscar indenizações junto às empresas responsáveis. Logo, essa abordagem serve como um meio eficaz de responsabilizar os grandes comércios que, ao enfrentarem consequências financeiras, são pressionados a re-conhecer a gravidade do racismo. Conforme destacado pelo fundador da Educafro, a linguagem universal das instituições é o dinheiro,ao afetar suas finanças, é possível impulsionar políticas mais igualitárias, independentemente da cor da pele.