Os supermercados como palco de horror e racismo

Enviada em 18/04/2024

O filme francês “Os opostos sempre se atraem” retrata como o preconceito racial ainda é persistente na sociedade, uma vez que Ousmane sofre com brincadeiras de caráter pejorativo pelo seu tom de pele. Assim como na obra, esse cenário é recorrente na realidade de muitos, visto que casos de discriminação fazem parte da vida de pessoas negras. Nesse âmbito, o longa entra em sintonia com a nefasta perpet-uação dos supermercados como palco de horror e racismo, já que estão intrinsecamente ligados ao legado histórico e à ausência de debates.

Primordialmente, vale ressaltar que o legado histórico de um país é de grande importância para determinar como será o comportamento da sua população. No entanto, apesar da excelência em ter uma sociedade respeitosa e consciente, fica claro que não há o devido respeito com pessoas negras, dado que é notório os casos de racismo em seu cotidiano, como exemplo, desde abordagens policiais até simples compras em mercados, um negro é visto de forma diferente de um branco. Nesse viés, nota-se um comportamento propagado desde o Período Colonial, no qual os portugueses exploravam os negros, colocava-os em uma posição de pessoas perigosas e aculturadas, dessa forma, foi estabelecida uma comunidade discriminadora com o seu próprio povo.

Além disso, salienta-se que a falta de debate sobre os desafios vivenciados pela população negra está interferindo continuadamente na persistência da discrimina-ção racial. Desse modo, pode-se afirmar que prova dessa ausência é o aumento no acontecimento de casos racistas em espaços públicos, por exemplo, nos supermer-cados. Tais fatos foram evidenciados no site G1, no qual Isabel Oliveira foi realizar compras em um supermercado e sofreu perseguição pelo segurança do local, apenas pelo seu tom de pele. Dessa maneira, pelo caso de Isabel não ser bem deb-atido, acaba passando despercebido e tornando-se recorrente no dia a dia.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar essa proble-mática. Dessa forma, cabe ao Governo cumprir seu papel social e promover maior conhecimento populacional sobre a causa racista, por meio de debates abertos ao público que ocorram em praças, com a temática dos casos de horror ocorridos em supermercados, com o objetivo de quebrar esse horrível legado histórico.