Os supermercados como palco de horror e racismo

Enviada em 05/10/2024

De acordo com o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas ações. Porém, no Brasil, isso não passa de uma teoria, visto que ainda os supermercados são um palco de horror e racismo, uma vez que restringe e desqualifica a vida de muitos, o que explícita a falta de Políticas Públicas para a formação plena do cidadão.

É inquestionável que as autoridades governamentais brasileiras já adotem medidas que primam pela efetivação de uma sociedade justa e coesa. Pode-se mencionar, como por exemplo, sua própria Constituição Federal, cujo objetivo é -dentre outros direitos- assegurar a todo e qualquer cidadão sem distinção de natureza, condições de liberdade de escolha de maneira ética. Isso, de certa forma, demonstra que o Estado intenta responsabilizar o homem por suas ações.

Contudo, medida como essa ainda é insuficiente para a construção de um contexto social favorável ao desenvolvimento da nação no que tange ao combate ao preconceito racial, pois devido à falta de ética, pessoas negras são acusadas injustamente e constrangidas em público. A partir dessa realidade, percebe-se sobretudo a falta de informações relacionadas diversidade cultural. Isso está relacionado ao baixo nível educacional oferecido à maior parcela da sociedade ainda incapaz de agir e desenvolver-se eticamente. A verdade é que o preconceito

não será atenuado enquanto o Estado não pautar a educação na formação de um cidadão verdadeiramente responsável. Afinal: " o homem é condenado a ser livre, porque depois de atirando neste mundo torna-se responsável por tudo que faz", diz o filósofo francês Jean Paul Sartre.

Depreende-se, pois, que há uma necessidade de maiores investimentos educacionais. Portanto, é plausível que haja- por parte do Estado- através do Ministério de Educação, uma ampliação do currículo escolar, a fim de contemplar aulas éticas, desde o ensino fundamental, como também, em parcerias com as escolas realize palestras comunitárias com a finalidade de disseminar informações relacionadas diversidade cultural. Dessa forma, ter-se-á uma nação existencialista.