Os supermercados como palco de horror e racismo
Enviada em 02/02/2025
A Constituição brasileira, promulgada em 1988, assegura, por meio do artigo 5º, que todos são iguais perante a lei. No entanto, o Estado enfrenta dificuldades em garantir plenamente esse direito, enquanto ainda persistem casos de racismo e preconceitos nos supermercados do país. Nesse contexto, o descaso da pauta pelo círculo social, somado à negligência do aparelho estatal no reconhecimento dos casos e na aplicação de punições severas aos responsáveis, contribui para perpetuação desse impasse. Assim, torna-se essencial o desenvolvimento de medidas que contornem esse panorama de maneira eficiente.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar invisibilidade do racismo em ambientes comerciais precisa ser abordada e superada. Nesse sentido, a filósofa alemã Hannah Arendt refere-se à “banalidade do mal” quando o círculo social permite que atitudes negativas se tornem algo corriqueiro e aceitável. A partir disso, é possível compreender o cenário atual como um exemplo do conceito elaborado pela autora, visto que ocorrências de discriminação racial passam despercebidas pela população. Dessa forma, é crucial reconhecer e combater essas atitudes para promover um ambiente mais justo e inclusivo.
Ademais, é importante destacar que a displicência governamental coopera para a persistência do preconceito racial. A esse respeito, o filósofo inglês John Locke, defende que, o Estado, enquanto garantidor dos direitos fundamentais, deve assegurar uma vida confortável à sociedade. Entretanto, o quadro atual destoa do pensamento do autor, já que ainda há a existência de desigualdades raciais e a falta de ações efetivas para combater o preconceito. Logo, a gestão pública precisa ser revista, a fim de garantir uma sociedade verdadeiramente igualitária.
Portanto, é notória a demanda de ações que reduzam as ocorrências de racismo no país. Diante disso, o Ministério da Igualdade Racial, como responsável pela implementação de políticas de igualdade, deve intensificar a promoção de campanhas de conscientização e programas educativos voltados à sociedade. Além disso, é fundamental reforçar o sistema de punições para os responsáveis por atos de raciais, garantindo uma resposta mais eficaz a essas práticas discriminatórias. Dessa maneira, proporcionando uma sociedade realmente igualitária.