Ostentação: um valor do século XXI?
Enviada em 13/04/2026
O endividamento no ano de 2026 de acordo com matéria publicada no Estadão, já alcançou cerca de 80% das famílias brasileiras. O comportamento de ostentação, impulsionado pelas redes sociais, tem levado milhares de brasileiros à inadiplência.
As redes sociais influenciam diretamente o comportamento do consumidor, as estratégias de marketing comerciais, sendo anteriormente veiculadas pelas televisões são exemplos clássicos. Propagandas de alimentos em horários próximos as principais refeições das famílias brasileiras, divulgação de várias marcas de brinquedos, em horários em que os telespectadores eram o público infantil, entre outros, sempre foram recursos para influenciarem o público.
A grande questão atual, é que a intensidade de publicações ocorre continuamente, de acordo com algoritmos de visualizações e buscas nas redes sociais. Isso gera ofertas de artigos sempre que a pessoa acessa alguma ferramenta das redes sociais e intensiva a necessidade contínua de compra e de identificação com grupos. Os funqueiros pode ser um grupo importante para demonstrar esse comportamento, uma vez que ostentam com aquisição de itens de luxo, joias, roupas de marcas entre outros objetos, por acreditarem que ao adquirir tais artigos, estão se posicionando socialmente.
Diante tais contextos, é necessário que ações de conscientizações e controle sobre o marketing digital, sejam implementados, a fim de que a população compreenda o impacto do endividamento em seu cotidiano e ao longo do tempo. Além de compreenderem que a necessidade de aquisição para o pertencimento a um grupo é um ciclo sem fim, pois sempre haverá algo novo a ser consumido. A China instituiu em 2025 uma regra de que para ser influencer digital, as pessoas precisam ser especialistas nos conteúdos que divulgam. Essa talvez, seja uma estratégia para o marketing digital no Brasil, com o objetivo de reduzir o consumo com foco na ostentação e conscientizar sobre os reais critérios para aquisições.