Ostentação: um valor do século XXI?

Enviada em 09/02/2020

O vazio da ganancia

O livro “A sutil arte de ligar o foda-se” apresenta a ilusão da sociedade contemporânea em crer que a felicidade é adquirida por bens materiais, onde pessoas trabalham exaustivamente para possuir mais sendo estes objetos, viagens ou status, mas desprezam valores relacionados como honestidade, civilidade e compaixão, passando a ter um sistema de avaliação voltado a status, se tornando assim o mais superficial possível.

A ostentação faz parte desta superficialidade social onde se cultiva entre pessoas e mídias que quanto mais se possui, mais você é, fazendo assim com que pessoas que poderiam ter uma vida social e financeira saudáveis se envolvendo em dividas para manter um padrão de vida acima de sua alçada, mas aprovado socialmente.

No entanto, como o “panda herói” de Mark Manson diria: “Seu filho rebelde não irá gostar mais de você pelo seu dinheiro”, as relações sociais  não superficial de determinado individuo também não, criando um afastamento e um sofrimento interno não compreendido no ostentador,  afinal ele nem mesmo foi incentivado a se auto questionar para ser capaz de compreender seus próprios sentimentos, assim em âmbito global uma sociedade com maiores índices de ansiedade e depressão é formada.

Desta forma uma medida a ser tomada para evitar o cultivo da ostentação é enfatizar por meio de propagandas, mídias sociais e digital influencers a empatia e a importância de expressar suas emoções mais do que bens materiais são enfatizados, que o governo por meio de tributos cobrados ao publico, se utilize de leis como a ruanet, para apoiar a produção de conteúdos musicais que atinjam grandes massas com outros enfoques menos nocivos popularmente e principalmente que escolas publicas e particulares comecem a apresentar enfoques em educação econômica a seus alunos por meio de aulas, palestras e laboratórios.