Ostentação: um valor do século XXI?

Enviada em 07/06/2020

Com o avanço da globalização, o modelo de vida consumista tornou-se o padrão e a partir do momento que um individuo não se encaixa nesse padrão de vida ele não é mais considerado parte da sociedade, desse modo a vida de uma pessoa é condizente com aquilo que ela possui e não por quem ela é.

Zygman Bauman, um filósofo contemporâneo referiu-se aos tempos atuais como sendo líquidos, ou seja, nada é feito para durar e da mesma forma a sociedade do consumo nunca está satisfeita; buscam por marcas caras, carros luxuosos e dinheiro para de alguma forma ostentarem e obterem status.

Além de uma vida de consumo, os brasileiros buscam transparecer a falsa imagem de felicidade nas redes sociais, sendo também uma forma de ostentar. Atualmente tudo é razão de fotografar e postar nas redes sociais estabelecendo uma disputa virtual daquele que é mais feliz por possuir mais bens ou por frequentar locais mais caros.

Portanto, é necessário reverter os valores da sociedade brasileira de forma a dar valor ao individuo como um todo, e não por aquilo que possui. O Estado deve promover políticas públicas de conscientização a população com o uso das mídias, de maneira que permita que cada cidadão na hora das compras tenha o conhecimento sobre o que realmente é necessário. Para que não seja estabelecido uma sociedade do espetáculo, aquela na qual apenas encena uma felicidade.