Ostentação: um valor do século XXI?

Enviada em 10/07/2020

O sociólogo Karl Marx observou no século XIX um crescente consumismo e fetiche por marcas, deixando de importar o produto em si, mas apenas sua fabricante e preço. Hodiernamente, tal situação se repete, visto que há uma grande comercialização por produtos caros, tornando a ostentação exacerbada nas redes sociais e letras de músicas cada vez mais comum.

Em primeiro lugar, nota-se que a ostentação é mais ocorrente nas classes de baixa renda, sendo isso resultado do desejo por ascensão social. Dessa forma, o alto consumo faz com que os índices de inadimplência cresçam cada vez mais, totalizando R$265 milhões de dívidas para apenas 60 milhões de brasileiro - segundo a Serasa.

Além disso, é necessário rever quais são as causas que levam ao consumismo exagerado. O filósofo Zygmunt Bauman explica que vivemos em uma sociedade moderna onde o indivíduo é objetificado pelo capitalismo e o ter se torna mais importante que ser. Dessa forma, observa-se que o consumo se tornou fundamental na criação de uma identidade.

Sendo assim, é dever do MEC introduzir na Base Comum Curricular aulas sobre educação financeira, quem tenham como propósito educar os mais jovens acerca de dinheiro e gastos. É importante também que ONGs, em parceria com a mídia, crie campanhas publicitárias conscientizando a população sobre os valores do indivíduo na sociedade. Seguindo essas medidas, o brasileiro estará próximo de entender que o ser é mais importante que ter.