Ostentação: um valor do século XXI?
Enviada em 10/07/2020
Desde a Primeira Revolução Industrial, é notável que o consumismo vem aumentando significativamente. Produções em massa, propagandas massificadoras e a demanda por vangloriar pertences fazem com que se torne fundamental consumir, não só o que é realmente necessário, mas aquilo que lhe trará mais visibilidade e prestígio diante de um grupo.
A necessidade constante de adquirir novos bens corrobora com o surgimento de um sentimento de vazio existencial. Convém frisar, dessa maneira, que com o objetivo de se encaixar na sociedade as pessoas acabam entrando em uma vida baseada de consumo, na qual sempre que alcançam o objeto desejado é lançado uma versão mais avançada, e com ela um novo desejo. O sociólogo, Zygmunt Bauman descreveu essa instabilidade atual, com o que ele nomeou de modernidade líquida, na qual tanto as relações interpessoais, como os desejos de consumo estão em constante liquidez, e mudanças.
Com essa necessidade por consumo, as pessoas acabam ficando preocupadas só com o consumir, e as vezes não tem como lidar com os prejuízos que podem ser causados. Muitas vezes, um indivíduo pode sofrer abusos por não ter o que a maioria pode ter, e assim desenvolve sérios problemas psicológicos. Além de problemas para o indivíduo desprezado, a sociedade sofre também, levando ao isolamento da sociedade por alguma discriminação, movimento chamado de segregação social.
Dessa forma, é preciso controlar a gana de ostentar, para isto, o governo deve incentivar o desenvolvimento do país, mas não colocar o consumismo exagerado como base para isto. Campanhas que promovam o bem coletivo, que conscientizam os indivíduos e que alertam sobre ser influenciados por propagandas, são medidas que ajudam a frear as compras realizadas somente por prazer, compulsão e por estar na moda.