Ostentação: um valor do século XXI?

Enviada em 09/10/2020

“Ostentação, uma palavra que eu gosto de ouvir.”

Desde a nossa pré-história existem registros de todos os tipos de música, de acordo com cada cultura. Até então, vários estilos musicais “estouraram” no mundo artístico, um deles é o funk ostentação, que vem agregando cada vez mais valores nessa geração.

Ostentação é uma palavra que vem tornando-se cada vez mais comum. Em meio uma crise financeira que o Brasil se encontra a anos, não parece afetar os cantores de funk ostentação. Cantores como Mc Gui, cantam suas histórias de vida e ostentam suas vitórias, como no trecho da música “Sonhar” que diz “Lutar até se esgotar suas forças, se hoje eu tenho quero dividir, ostentar para esperança levar.”.

Outro fato que contribui para intensificar o consumo exagerado da população é a obsolescência programada realizada pelas diversas empresas no mundo. Com efeito, o modo de produção capitalista se sustenta por meio da alienação do indivíduo, gerando o consumismo. A obsolescência programada produz o bem material com a vida útil programada, obrigando a população comprar cada vez mais e sem necessidade. Além disso, propagandas chamativas incentivam o consumo desnecessário, por meio de falsas ideias que indicam a necessidade do produto para o cidadão. Tudo isso acarreta o crescente endividamento da população brasileira, que encontra no mercado a facilidade de compra e acaba não enxergando seus limites financeiros.

Sendo assim, o problema não nasce nas demonstrações artísticas, ou no estilo de vida que o movimento ostentação deseja introduzir, mas sim nas consequências que a busca incansável pelos bens materiais pode trazer, além da insatisfação crônica. Para isso, seria necessária uma reeducação da população, por meio de palestras, ONG’s, propagandas e campanhas voltadas à instrução de uma melhor administração dos gastos, bem como, sobre o valor do indivíduo na sociedade, que vai muito além do ter.