Ostentação: um valor do século XXI?
Enviada em 15/03/2021
O filósofo italiano Tommaso Campanella, em sua obra Cidade do Sol, idealiza uma cidade metodicamente ordeira e feliz, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na atualidade é o oposto do que o autor prega, uma vez que o efeito da “ostentação” no século XXI apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos seus planos. Logo, esse cenário contrário é fruto tanto do consumo alienado quanto das diferenças sociais. Diante disso, é de fundamental importância a discussão sobre essas questões, de modo a ter uma sociedade melhor.
Em primeiro plano, é fato que a ausência do Estado no acompanhamento da educação financeira configura-se como uma injustiça, o que leva ao aumento considerado do consumo alienado. Ademais, a população fica sem proteção por não ter o conhecimento necessário para saber o que de fato é importante para seu consumo, tornando-se manipuláveis por não ter esse tipo de educação. Confirmando, assim, a máxima do Montesquieu: “A injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos”. Desse, modo tem-se como consequência a generalização do consumo exarcebado e a proliferação do sentimento de abandono e exclusão proviniente das autoridades competentes.
Além disso, é perceptível que o poder público falha ao cumprir o seu papel enquanto garantidor de direitos, o que favorece para o agrave das diferenças sociais. Enquanto algumas pessoas podem de fato comprar um carro novo, outras não tem dinheiro para seu alimento. Ainda que, segundo a constituição, em seu artigo 5º, tráz o direito à igualdade, o que gera uma grande incoerência com a realidade, afinal essa igualdade está muito distante do cotidiano do século XXI. Deste jeito, é preciso uma intervenção para que haja o alcance da igualdade perante todos os cidadãos.
Portanto, medidas praticáveis são necessárias para conter o avanço do consumo alienado e das diferenças sociais nas sociedades. Dessa maneira, com intuito de mitigar esses problemas, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas Da União deve direcionar capital que, por intermédio dos Ministério do Desenvolvimento Social e Educação, será revertido em campanhas, por meio de publicidades nas mídias e debates em orgãos educadores. Como resultado, diminuirá, em médio e longo prazo o impacto nocivo da falta de conhecimento, e a coletividade chegará mais próximo dos planos de Campanella.