Ostentação: um valor do século XXI?
Enviada em 02/05/2021
No romance naturalista “O Cortiço” é retratada a atitude de João Romão em deixar sua companheira até então ex-escrava para casar-se com uma personagem de família burguesa e de grande prestígio social. Similarmente, na contemporaneidade a sociedade se preoucupa com sua equivalência perante os outros ao invés do essencial. Nesse prisma, destacam-se: a influência midiática e a necessidade de se encaixar em padrões.
Em primeiro plano, podemos atribuir às mídias sociais como o grande precursor para a supervalorização do ter. Desse modo, cerca de 66% da população brasileira excedem seus limites financeiros com artigos de alta cogitação. Dessa forma, estes indivíduos tendem a não almejar fontes sólidas de contentamento, assim, buscando em suas aquisições representatividade social, ficando frustrados a cada nova versão de objetos não adquiridos.
Além disso, é notório o desejo de se adequarem a certos moldes propagados por suas referências de ideais. Consoante a isso, segundo o filósofo Jean Jacques, “A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”. Sendo assim, fica evidente que o homem está sujeito a mudanças e que sua aptidão causará reflexão sobre o que verdadeiramente vale a pena ou ,alternativamente, tornar-se-á alguém que vive de forma incoerente, numa bolha de ostentação e superficialidade.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham diminuir comportamento de propagação do ter no século XXI. Por conseguinte, cabe aos educadores fazer uma abordagem reflexiva, através de importantes meios de comunicação, a fim de que estes sujeitos venham a ter uma melhor interpretação sobre o que os trarão prosperidade de maiores magnitudes. Somente assim, será contida as pessoas com atitudes supérfluas como houvera desde a antiguidade.