Ostentação: um valor do século XXI?
Enviada em 25/08/2021
James Jebbia, fundador da grife Supreme, certa vez lançou um produto totalmente divergente à marca, um tijolo, com intuito de ostentar o poder da marca ele vendeu varias unidades deste por dezenas de dolares, segundo ele “não importa o que, só importa ser Supreme”. Atualmente uma subcultura de ostentação que se prolifera de pensamentos como o de James, vem sendo observada nos subúrbios de diversas cidades pelo mundo.
Em primeira análise, “ostentar” é historico e primitivo, animais como pinguins de certas espécies ostentam pedras por exemplo, além destes, as mais diversas espécies ostentam bens com intuito de atrair parceiras, inibir predadores e oponentes térritoriais, dentre outros. No entanto, tratando-se de animais racionais, a supervalorização das marcas e a crescente imposição sociocultural do “padrão do sucesso” em viés de roupas, carros, casas e aparência física, incentivam cada vez mais a ruptura com as prioridades dos cidadãos, que não conseguem ter acesso saúdavel a estes padrões, em demanda da falta de acesso, muitas vezes estas pessaos optam por métodos contraindicados ou ilegais para adquirir os bens.
Outrossim, o pensador Md Chefe diz em uma entrevista “A luxúria está a nossa volta, mas não muda nosso objetivo”, compreende-se que quando a ostentação troca de valores com os objetivos do cidadão, onde muitas vezes uma pessoa pode abrir mão de necessidades relevantes, como: comida, transporte e conforto, para ostentar uma roupa nova, temos nesses casos um grande problema social.
Em sintéses, cabe ao governo em parceria com empresas do setor publicitário, estimular o apoio ao comércio local e o investimento em crescimento pessoal, além de repudiar a pirataria, atráves de propagandas, panfletos e palestras ministradas por empreendedores e investidores de sucesso. Para que só assim o mercado possa se manter saúdavel e de acordo com a ideia de organismo vivo de Dhurkein, onde todos colaboram para a sociedade de forma fraterna.