Ostentação: um valor do século XXI?
Enviada em 12/10/2021
Na animação “Rio”, da Pixar, os personagens são desenhados com correntes de ouro e outros acessórios populares da periferia, evidenciando a prevalência da ostentação na imagem do Brasil. Na realidade, assim como no filme, essa estética é símbolo dos novos valores da hodiernidade. É importante, portanto, desvendar seu começo e seus problemas.
Mormente, a ostentação tem origem na evolução do poder econômico das favelas no século XXI. Acerca disso, basta relembrar o crescimento fiscal acelerado do governo Lula, que pôs o Brasil no top 10 de economias, de acordo com o FMI, e inaugurou o consumo da classe popular. Aliás, tal transformação não se limitou ao poder de compra, mas apareceu também na imagem midiática da periferia, visto que o consumo de artigos de luxo evidencia essa mobilidade social. Destarte, há oportunidades do Estado de explorar esse novo mercado consumidor para fins sociais.
Entretanto, esse consumo pode se tornar deletério se for realizado sem responsabilidade fiscal. Isso é agravado na periferia, pois, segundo o psicólogo Jordan Peterson, indivíduos em situação de desamparo social têm uma tendência maior a ter comportamentos impulsivos. De fato, certas pessoas recorrem ao consumo insensato como lazer e fuga da situação precária de muitas comunidades. Assim, caso uma parcela considerável dessa população caia na irregularidade fiscal, o desenvolvimento da periferia pode estagnar economicamente. Logo, há a carência de um plano de educação financeira adequado.
Desse modo, explorados a origen e os problemas, é papel do Ministério da Economia, por meio de isenções tributárias, incentivar o estabelecimento de lojas de luxo nacionais nas comunidades, de forma a fomentar a economia local. Por fim, devem também as gestões de escolas da região, mediante alteração da grade curricular, dedicar horas-aula à educação financeira, visando a evitar o endividamento dessa população e permitir que a imagem passada por “Rio” continue emblemática ao Brasil.