Ostentação: um valor do século XXI?
Enviada em 12/04/2022
Em setembro de 2018, o programa Fantástico, filliado à rede Globo, abordou em uma reportagem diverses questões relacionadas à ostentação e seu valor no século XXI, cujos principais desafios retratados estavam relacionados ao incentivo ao consumo deliberado por meio de propagandas e à valorização individual mediante à poder de compra. Todavia, ainda hoje, permanecem os mesmos imbróglios, logo, medidas são necessárias para coibir tais intempéries.
Primeiramente, o consumo incentivado por propagandas é um problema, pois, de acordo com recentes pesquisas da FGV(Fundação Getúlio Vargas), quando propagandas de empresas de grife são transmitidas em redes de televisão com famosos vestindo roupas da mesma, o número de vendas aumenta em vinte e cinco po cento. Logo, tal pesquisa torna evidente o tamanho do poder que propagandas tem de moldar e manipular o pensamento e ações de parte da população. Como consequência dessa massificação de anúncios, consumidores acabam por associar tal marca à uma boa qualidade por serem de grife e relacionadas à um famoso. Consequentemente, pessoas passam a valer o que tem.
Ademais, outro problematizador da ostentação é a valorização individual mediante ao poder de compra. Isso porque, de acordo com a revista Portal da Favela, em comunidades brasileiras, a parte da população mais valorizada nestas áreas são os traficantes, justamente por terem maior poder de compra que os demais. Tal pesquisa torna evidente que, em periferias, a demonstração de posses representa sim um valor social. Logo, fica evidente a relação entre posses e valor social e a grande problemática existente atrelada à isto, pois, em áreas de baixíssima qualidade de vida, as pessoas tendem à ir para a criminalidade, apenas para possuirem recursos e adquirir bens.
Portanto,urge a necessidade de mudanças. O Governo, como instância máxima de poder e organizador da ordem social, deve, por meio de palestras com psicólogos em todas as cidades brasileiras, ensinar que o valor das pessoas não estão naquilo que possuem e sim no que elas são por essência, buscando, com isso, diminuir o imaginário coletivo do Brasil de valorizar as pessaos mediante suas posses. Tomando tais atitudes, a problemática da ostentação será resolvida.