Ostentação: um valor do século XXI?
Enviada em 09/05/2022
De acordo com Karls Marx, ‘‘a desvalorização da humanidade aumenta em proporção direta com a valorização do mundo das coisas’’. Entretanto, com o avanço dos veículos de comunicação aliados com um ideal consumista em ascenção, o século 21 avança com uma sociedade extremamente ostensiva, consumista e narcisista, invertendo valores sociais, além de acentuar a segregação social.
De fato, há uma forte tendência da implementação dessa cultura de ostentação na sociedade contemporânea, visto que grande parte da mídia a divulga por meio de propagandas, novelas e músicas. Dessa forma, é inserido um ideal que torna a sociedade cada vez mais voltada para valores que visam a necessidade abusiva de consumir produtos de marcas caras e considerados ‘‘chiques’’ para poder ter a sensação de pertencimento social. Com isto, a civilização avança rumo à uma cultura pautada no ‘’ter, para ser’’, onde o narcismo e a ambição ocupam lugares de destaque.
Ademais, essa ambição pela ostentação agrava ainda mais o fenômeno de segregação social, um vez que aqueles que não possuem o capital necessário para bancar esse estilo de vida se sentem inferiores as classes mais altas, ou ainda se individam ou recorrem à pirataria na busca desesperada por aceitação.
O filósofo estoico Sêneca dizia, “pobre não é aquele que possui pouco, mas aquele que muito deseja”.
Logo, em virtude dos fatos, preocauções devem ser concebidas para sanar essa problemática. Cabe ao Ministério da Educação intervir por meio de campanhas publicitárias como propagandas e palestra, com o foco na educação financeira e na compra consciência de produtos. Além disso, cabe a órgões como o Ministério da Saúde a implementação de serviços psicológicos em escolas públicas e privadas, em busca de sanar a necessidade de consumo extremo para obter a sensação de pertencimento. Desse modo, a sociedade poderá avançar para uma civilização mais consciente e perspicaz quando o assunto for consumir.