Ostentação: um valor do século XXI?

Enviada em 28/10/2022

A afirmação " O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles", atribuída à filósofa Simone de Beauvoir, retrata a inércia da população frente ás problemáticas. Para além da afirmação, observa-se uma estagnação da sociedade referente aos problemas do cotidiano encontradas na ostentação. Nesse viés, torna-se crucial analisar as consequências desse revés, dentre as quais se destacam doenças psiquiátricas e o endividamento.

Em primeiro lugar, é preciso apontar que a inatividade do Estado potencializa a adversidade da negligência. Esse contexto de inoperância dos setores de poder exemplifica a teoria do filósofo Jonh Locke, que descreve a incompetência do governo como violação do contrato social. Sob essa ótica, devido a baixa atuação das autoridades, surgem doenças psiquiátricas que desabrocham decorrente da busca inalcançável por bens materias superfluos, que geram frustação e dor para os jovens principalmente.

Além disso, é importante destacar o endividamento como outro fator. Posto isso, de acordo com o jornal O retrato de 100 pessoas 36 efetuam compras de bens de consumo sem poder financeiramente. Diante de tal exposto, atitude essa que gera endividamento por parte da população que precisa buscar empréstimos para quitar dívidas anteriores e por seguinte contraem mais dívida. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, para amenizar os problemas diretamente ligados à ostentação, urge que o Estado crie programas, como propagandas na tv, por meio de investimento privado. Somente assim, as pessoas terão o conhecimento sobre os males de contrair dívida e tentar comprar objetos caros. Ademais, as propagandas devem passar em horário nobre, desta forma, irá alcançar o máximo de espectadores. Assim, a população não terá de se habituar com a estagnação da sociedade referente aos problemas.