Ostentação: um valor do século XXI?

Enviada em 01/11/2022

Como se sabe, a Revolução Industrial do século XVIII, transformou os meios de produção mundial e introduziu a produção em larga escala nas industrias. Tal acontecimento, supervalorizou a aquisição material em detrimento da aquisição intelectual, contríbuindo com uma cultura de superfícialidade. Desse modo, pode-se discutir uma nova problemática presente na modernidade: A ostentação como um valor do século XXI. Sendo assim, medidas são necessárias para retardar a questão que é agravada tanto pelo pensamento capitalista, como também pelo surgimento das redes sociais.

Primordialmente, vale salientar a mentalidade social capitalista. Uma vez que, a econômia mundial se baseia na valorização dos bens privados, surge o fenômeno caracterizado por Zygmunt Bauman como “Modernidade Líquida”, em que, os produtos são consumidos como descartáveis buscando sempre aquele que é mais novo no mercado e consequentemente mais popular e cobiçado. Dessa forma, os consumidores tendem a ostentar com tecnologias de ultima geração que só são adquiridas pelo status e não mais por suas funcionalidades.

Ademais, é importante expor o surgimento das mídias sociais como fundamental para a cultura de ostentação. Sob este viés, as redes sociais como Facebook e Instagram potencializam os efeitos da ostentação, assim que criam um ambiente em que as pessoas estão o tempo todo conectadas. Como dito pelo pensador Leandro Karnal, “As redes sociais potencializam o poder do eu, e nos deixam desesperados para sermos vistos”, e essa vontade de ser visto é resolvida por meio da ostentação.

Portanto, é necessário que o governo juntamente com as prefeituras locais, promova palestras sobre essa cultura de ostentação moderna e seus perigos. Essa ação deve ocorrer por meio das redes sociais como facebook, Twitter e Instagram que são os maiores veiculadores da mentalidade ostentadora para que assim a população possa criar um pensamento crítico e menos supérfulo. Somente assim, a situação poderá ser combatida, diminuindo então, as consequências intelectuais da Revolução Industrial.