Ostentação: um valor do século XXI?

Enviada em 11/09/2024

A ostentação não é um fenômeno atual, pelo contrário, é antigo, tendo como exemplo a rainha francesa do século XVIII Maria Antonieta, que gastava dinheiro compulsivamente. Analogamente, o mesmo comportamento é visto nos brasileiros, uma vez que essa ausência de planejamento financeiro é decorrente do incentivo cultural ao consumismo e da falta de conhecimento econômico dos nativos.

Em primeira instância, a mídia influencia negativamente no posicionamento do telespectador. Nesse sentido, destaca-se a série “Lúcifer”, exibida pela plataforma Netflix, que exibe o cotidiano prazeroso do protagonista em razão de seu estilo de vida glamuroso. Dessa maneira, o consumidor desse conteúdo é manipulado ao pressupor que somente a luxo pode lhe trazer felicidade, o que resulta nas compras desnecessárias de itens atrativos.

Ademais, o despreparo educacional monetário dos habitantes corrobora com a manutenção desse fato social. Sob esse ponto de vista, a Revolução Técnico-Científica, iniciada na década de 1970, permitiu a rápida produção em larga escala, o que contribuiu para a facilidade de aquisição desses materiais. Desse modo, o descontrole pessoal financeiro somado a um mundo de possibilidades de invenções requintadas contribui para a problemática apresentada. Logo, é essencial que ocorra uma mudança na postura dos afetados.

Portanto, é notável a percepção de que a prática de ostentar é danosa aos indivíduos. Sendo assim, é dever do Ministério da Cultura, por meio de campanhas, informar os habitantes sobre os perigos desse fenômeno, com o objetivo de evitar que as possíveis vítimas sejam induzidas a comprar desnecessariamente. Além disso, é responsabilidade do Ministério da Educação, a partir de projetos sociais, ensinar aulas de finanças pessoais aos cidadãos, para que eles não desenvolvam atos ostensivos, o que permitirá que sua renda não seja prejudicada.