Ostentação: um valor do século XXI?
Enviada em 12/09/2024
A ostentação atravessa os séculos. Portanto, a cada período histórico há uma classe social predominante com riquezas e luxúrias. Diante disso, ao se analisar em um macro aspécto social, notaremos uma gritante desigualdade nas diferentes sociedades. Ademais, a exposição de bens e artigos de luxo, principalmente de quem tinha origens humildes, motiva o cidadão comum à ansiar pelo mesmo status, despertando a devoção ao consumo e consequentemente ao seu endividamento.
Em primeiro lugar, o Brasil é uma dos países mais desigual do mundo, cerca de 1% da população detém a maior parte da riqueza nacional. Em detrimento disso, a maginalização, motivada pela busca “do dinheiro fácil”, tem ampliado os casos de roubos, tráfico de drogas e demais ilícitos que direciona a um
empoderamento financeiro proibido e a ostentação de bens e artigos, desejada por muitos, inclusive por quem vive na periferia.
Por conseguinte, as diferentes realidades econômicas do cidadão brasileiro conduz ao consumo de bens e artigos de diferentes pela faixa de preço. Consoante a isso, o anseio por determinadas marcas e modelos, específicos acessórios e a busca por determinadas característica nos produtos de consumo fazem o público a parcelar suas compras e a viver numa realidade que não consegue manter.
Ademais, paralelo à busca por itens de marcas e condições específicas, nos deparamos com o formento da indústria de falsificação, que oferecem produtos, a um baixo custo, similares ao original. Consequentemente, apesar de existir diferença na qualidade, muitos tratam a exposição do rótulo como um importante empoderamento, dando relevancia a um staus pela sua notoriedade cultural.
Em suma, a ostentação pode existir em diferentes momentos históricos. Além disso, é preciso que a devoção pelo consumo seja propusor para ascenção econômica e social, sempre de forma lícita, estimulando o cidadão comum a estudar e a iniciar seu próprio negócio afim de prosperar. Vale ressaltar também que orientação econômica voltado para o consumo consciente é uma boa iniciativa para reduzir o endividamento da população.