Paradoxo da Tolerância: como lidar com discursos intolerantes na sociedade contemporânea?

Enviada em 26/03/2024

“A essência dos Direitos humanos é o direito ter direitos”, segundo Hannah Arendt. No entanto tal perspectiva não é verificada na realidade dos intolerantes, visto que, eles julgam que a visão deles sobre determinado assunto é superior e quem discorda recebe retaliação. Nesse cenário, nota-se a configuração de um complexo problema que se enraíza na dificuldade da sociedade contemporânea em lidar com a intolerância e como determinar o limite do que deve ser tolerado ou não.

Nesse contexto, em primeiro plano, é preciso atentar para a dificuldade da sociedade atual em lidar com a intolerância. O movimento terra planista tem tomado conta das plataformas digitais, não é uma teoria bem aceita socialmente, mas seus seguidores são devotados a causa gerando desconforto nos demais, desconforto esses que muitas vezes acompanham xingamentos e piadas de mal gosto que vai contra a linha da tolerância.

Em paralelo, o limite do que tolerar está cada vez mais tênue e isso é um entrave que tange o problema. Assim como o mundo está retrocedendo sua globalização o Brasil também está fortemente dividido, principalmente em movimentos políticos. Com a polarização, entre direita e esquerda acirrados, fica cada vez mais difícil distinguir os limites da tolerância, visto que, passeatas viram vandalismo e discursos de vertentes tem caráter odioso, nas redes sociais fica ainda mais grave e difícil definir o certo do errado quando ambos querem ter razão, porém os dois lados extrapolam o limite da tolerância.

Portanto, são necessárias medidas para mitigar tal problemática. Para isso, o Governo Federal, como instancia máxima de administração executiva, deve elaborar um projeto social, por meio de uma ação conjunta dos governadores com o presidente para implementar em âmbito nacional nas escolas, faculdades e praças públicas palestras sobre tolerância e seus limites. A fim de conscientizar a população e melhorar para todos os espaços passiveis de debates e conversas. Tal ação pode ainda contar com o poder legislativo para elaborar leis que criminalize o discurso de odio.E assim a tolerância poderá ser alcançada, e Hannah Arendt terá seu discurso assertivo em relação aos direitos humanos.