Paradoxo da Tolerância: como lidar com discursos intolerantes na sociedade contemporânea?

Enviada em 09/04/2024

“Nas favelas, no Senado, sujeira para todo lado, ninguém respeita a constituição, mas todos acreditam no futuro da nação”. De maneira análoga, ao denunciado na música da banda Legião Urbana, torna-se evidente que, a ausência de reflexão impede a compreensão das diferenças sociais, o que resulta em uma sociedade intolerante.

Em primeira análise, é notório que, no Brasil, vemos uma cultura influenciada pela mídia, a qual assume a função de mediadora do conhecimento, já que está cada vez mais inserida no cotidiano das pessoas. Entretanto, pode ser utilizada para induzir ao erro, ou dar uma falsa imagem da realidade, provocando discórdias e conflitos, além de contribuir com o aumento da desinformação.

Ademais, de acordo com a filósofa Hannah Arendt “o abdicar de pensar também é crime”, evidenciando a ausência de reflexão da população acerca dos diversos contrastes.

Em segunda análise, fica evidente a ineficiência dos mecanismos legais em relação aos meios de comunicação. Segundo dados do portal Disque 100, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, foram registrados 477 casos de intolerância religiosa em 2019. Este fato evidencia que há negligência por parte das redes de transmissão de informação, não oferecendo a devida atenção para lidar com a narrativa intolerante, trazendo consequências, principalmente no aumento de opiniões inflexíveis, pois há uma lacuna para que informações não confiáveis cheguem até o público.

Portanto, a fim de mitigar os problemas causados pelos discursos intolerantes na sociedade contemporânea, é dever do Ministério da Educação, através de anúncios nas redes de televisão em horários nobres, como o Jornal Nacional, bem como nos sistemas de ensino da rede pública, conscientizar a população a fim de reduzir as complicações geradas pela desinformação. Tais medidas favorecem o acesso da população à educação, democratizando o conhecimento.