Paradoxo da Tolerância: como lidar com discursos intolerantes na sociedade contemporânea?

Enviada em 20/06/2024

A evolução da comunicação, no último século, possibilitou a disseminação rápida e ampliada de informações, ideais e também de discursos intolerantes. Com isso, nos dias atuais, surge a dúvida de como reagir a esse problema, visto que a invisibilidade do tema e o mal exemplo dos governantes deixa a sociedade míope quanto a isso.

Primeiramente, vale ressaltar o impacto da falta de ensino sobre debate limpo aos jovens. Nesse cenário, Pitágoras afirma que se as crianças forem educadas ,não será necessário castigar os homens. Analogamente, como não é passado aos pupilos a forma correta de debater e argumentar- isto é, sendo respeitoso, claro e aceitando a liberdade dos outros- a sociedade não sabe como refutar os intolerantes certeiramente e seguinda as leis. Dessa maneira, a ignorância humana tende a apelar aos ataques verbais e/ou físicos contra os opositores, culminando num ciclo de intolerância sem fim.

Ademais, a influência dos representantes políticos e ideológicos de faz presente. Por exemplo: com os discursos de ódio e a postura de Hitler, boa parte dos alemães se tornou preconceituosa em relação aos não arianos. Assim, percebe-se a grande influência dos governantes sobre o comportamento do povo.Quando tais líderes são intolerantes ou não se portam corretamente à frente da intolerância (xingando, discutindo e ofedendo) , muitas apoiadores replicam essas ações, gerando uma perpetuação desse mal. Comprovando tais desdobramentos, houve a 2° Guerra Mundial, a qual foi resultado, entre outros fatores, da disseminação entre os alemães dos discursos intolerantes do líder político.

Portanto, é preciso atos que mudem essa situação. Para isso, o governo, responsável pelo bem-estar social, por meio do Ministério da Educação, deve propor debates e aulas sobre comportamento respeitoso em relação à oposição e à intolerância. Desse modo, como defendia Pitágoras, os jovens serão devidamente formados e os adultos, bem como os governantes, serão mais tolerantes e conscientes.